Secretário diz que governo prioriza servidor

9 de dezembro de 2019 - 16:10

“Nesse momento de crise econômica do país o Governo do Estado tem priorizado o pagamento dos servidores públicos. Está pagando, com muito esforço, o salário de janeiro agora no dia 10”. Foi o que afirmou na manhã desta quinta-feira, 8, o secretário Rosman Pereira (Planejamento, Orçamento e Gestão), durante entrevista no programa de Gilmar Carvalho, na Mix FM.

Segundo Rosman, as medidas que estão sendo adotadas a partir de 1º de fevereiro para redução de gastos tem como finalidade normalizar o pagamento do funcionalismo público, aposentados e pensionistas, com uma economia em torno de R$ 200 milhões este ano. Ressaltou que o maior problema é o déficit da previdência, que em 2017 foi de R$ 1,07 bilhão, e que, se não fosse esse déficit, o governo fecharia suas contas e ainda teria um superávit de R$ 500 milhões.

“É preciso resolver o problema conjuntural do déficit da previdência. Na última segunda-feira teve reunião dos governadores com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tratar exclusivamente dessa pauta. O entendimento é unificar uma proposta dos Estados para a previdência, mexer na estrutura para dá sustentabilidade ao regime da previdência”, afirmou, enfatizando que no próximo dia15 de fevereiro haverá uma reunião dos secretários da Fazenda e do Planejamento dos estados para discutir essa proposta e no dia 19 um novo encontro dos governadores para fechar um entendimento e ser apresentado ao presidente da Câmara para que coloque em votação em plenário.

Finisa

Com relação ao financiamento de R$ 560 milhões junto a Caixa Econômica Federal para recuperação das rodovias estaduais e obras de infraestrutura, o secretário disse está otimista que até essa sexta-feira saia uma resolução do Banco Central regulamentando os créditos feitos pelos bancos públicos. Segundo ele, que participou de reuniões ao lado do governador Jackson Barreto, na última terça-feira, em Brasília, com o presidente da CEF, Gilberto Ochhi, e os ministros Carlos Marun (Governo) e Henrique Meirelles (Fazenda), o impedimento é de ordem técnica.

Fundação Hospitalar

Em relação à situação dos servidores celetistas da Fundação Hospitalar de Saúde que podem ficar desempregados com a sua extinção, prevista para março do próximo ano, o secretário disse que reconhecia a importância dos funcionários. Ressaltou que espera uma solução jurídica para que não ocorra a exoneração e que isso deve ser tratado como prioridade.

Crise

Ao ser questionado por Gilmar Carvalho se existe a perspectiva de vencer a crise econômica no atual governo, Rosman declarou que a preocupação do governador Jackson Barreto vai além. “É preciso resolver o problema estrutural do Estado. Tem um déficit da previdência de R$ 1,07 bilhão em 2017 e um acréscimo de mais R$ 200 milhões em 2018 com novas aposentadorias. É preciso frear o nível galopante de aposentadorias, que é uma situação conjuntural”, frisou.

“Uma saída é a Câmara Federal colocar para votação a securitização, que vai permitir que os bancos comprem as dívidas dos credores com os estados. Ocorrendo isso, o governo de Sergipe deve receber em torno de R$ 700 milhões, que irão para o fundo de previdência. Isso resolveria a questão conjuntural da previdência, mais não a estrutural”, afirma, lembrando que poderá terá ainda os recursos dos royalties.